NOVO ALUNO
Ana Hustom era uma jovem normal, magra, estatura mediana e cursava a oitava série. Seus olhos eram castanhos e seu cabelo curto até os ombros. Estava em sua aula de matemática a qual odiava por nunca ser boa, mas português ela adorava.
- Muito bem classe, quero que resolvam os exercícios das paginas noventa e sete até... – seu professor Marcelo Morais ele não era bem o que agente podia chamar de gênio mas, sabia passar sua matéria - ... a pagina noventa e nove para a próxima aula.
Finalmente. Pensou, o bom é que era sexta feira e poderia curtir o final de semana sair com os amigos e a festa esta noite iria fazer esquecer os problemas.
Como de costume foi pegar o ônibus perto do colégio. Estava indo só mas sua amiga Roberta Silva -não poderia chamar assim de amiga, por que tinha dois anos a mais que Ana e já fizera entrar em algumas encrencas no colégio- veio atrás.
-Ana... Ana...
-Que foi. -virando as presas.
-Está ansiosa para festa?
-Bastante, mas realmente não sei o que vestir.
Roberta pensa um pouco quando responde.
-Vai pra minha casa agora à tarde posso emprestas alguma roupa assim nós vamos juntas para casa do Silvinho.
-Certo.
-Tenho uma boa noticia para você, Junior vai estar lá, quem sabe hoje você não confessa gostar dele?
-Nunca se sabe o que pode ocorrer. Tenho que ir meu ônibus está vindo.
Quando termina de falar o ônibus para em sua frente. Entra meio apresada se despedindo de sua amiga.
Ao entrar no ônibus e passar pela catraca viu que os lugares estavam ocupados fazendo assim ficar em pé. Começou a pensar no garoto que ela gostava o Junior, pra falar a verdade Junior era só apelido por ser um pouco mais baixo do que os outros, mas era muito esperto fazendo ser o líder da sala do terceiro ano seu verdadeiro nome era Afonso Gama parecia ser mais novo do que era tinha 18 mas aparentava ter 16, era famoso com as garotas mas todos sabiam que ele não gostava de nenhuma garota do colégio se não todas elas saberiam .
À volta para casa foi tranqüila desceu no mesmo ponto que descia e passou pela mesma viela que sempre era mal iluminada o que fazia muita gente ficar com medo de passar a noite ali, mas Ana nunca soube de alguma coisa que ocorrera ali.
Chegou em sua casa não muito grande somente sala, dois quartos, cozinha, um banheiro e lavanderia. Sua mãe estava terminando o almoço quando ouviu sua filha chegar.
-Bom dia minha filha como foi sua aula. –Sua mãe já tinha certa idade e trabalhava em casa por ter problema em suas costas vestia um chale marrom uma saia velha e chinelo, seus olhos eram profundos do cansaço, mas vivos.
-Bom dia minha mãe.
-Por que você não me acordou? Atrasei o trabalho aqui em casa por causa disso.
-Desculpe, mas achei que você estava cansada e resolvi deixar você dormir um pouco mais.
Sua mãe parou com o serviço e foi até a filha para abraçá-la.
–Eu de amo minha filha por isso preciso que me acorde mais cedo para você poder estudar a tarde.
-Certo mãe...
-Mas hoje você vai me ajudar em casa.
-Não posso vou pra casa da Roberta para ela me ajudar com uma roupa para irmos à festa na casa do Silvinho.
-Desculpe, mas preciso de sua ajuda aqui. Pode me chamar de má ou de qualquer outra coisa, mas preciso de sua ajuda para arrumar a casa. E não pense em discutir viu mocinha.
Arrasada com isso Ana simplesmente responde balançando a cabeça e em seguida indo para mesa almoçar.
A tarde foi longa para ela, por não querer ajudar sua mãe, mas ajudou. Era umas cinco horas quando terminou de arrumar toda a casa indo logo tomar um banho estando muito ansiosa para a festa, enquanto estava se arrumando sua mãe entra no quarto.
-Gostaria que você não ficasse com raiva de mim por isso fui comprar um vestidinho novo para minha princesa.
Estendeu sua mão com um vestido rosa ainda na embalagem, Ana pegou as presas e colocou para ver como ficava.
-Ficou ótimo –Falou sua mãe – Se pelo menos seu pai estivesse aqui sentiria orgulho de ver como sua filha cresceu e ficou linda.
Sua mãe saiu do quarto muito triste. -Preciso falar algo. – pensou Ana.
Saiu do quarto em direção ao de sua mãe batendo na porta quando chegou.
-Mãe?
-Entre Ana.
Entrou com um sorriso. –Me desculpe por parecer fazer as coisas de má fé hoje...– Mas parou assim que entrou vendo sua mãe chorando no retrato do seu falecido pai.
Vendo isso foi até sua mãe e a abraçou bem forte e começou a chorar também.
-Mas pare com isso ele morreu já faz dois anos nos temos que continuar e ser forte.
-Mãe obrigada por ainda estar aqui.
-Vamos, eu lhe ajudo com a maquiagem.
Ana olha pra sua mãe a mesma mulher forte de antes.
-Certo.
Elas levarão mais algum tempo fazendo a maquiagem mas conseguiram terminar antes das seis horas quando Ana ligou para Roberta avisando o que ocorrerá e pedindo carona para sua amiga.
Quinze minutos se passaram até ela chegar.
-Tchau mãe. –gritou Ana.
Mal sabia nossa personagem que talvez seria a ultima vez que falaria com sua mãe.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário